terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O ato de viver e recomeçar

A vida nos prega situações totalmente fora do comum, é um perde e ganha sem fim.
E quando perdemos meu amigo é complicado, você voltar a viver e rever momentos em que se poderia ser bem melhor, ao menos se tivesse contado uma piada existiria a possibilidade de  ter mudado totalmente o desfecho de um mal entendido.
Mas a vida te faz seguir e nem por isso  te faz perder as esperanças.
O jeito é ser você como sempre foi, rir e alegrar-se, reparar na beleza e crer em um dia de Luz e Prosperidade.
Dar um  gole na cerveja e de imediato ter uma grande ideia.
Mas seguir sempre caminhando e tendo Fé. Lógico que queremos uma segunda chance, mas realmente precisamos merecer e o dia-a-dia se encarrega disso.
A saudade permanecerá por uma eternidade mas isso vai te fortalecer e lhe fará crer e prosperar em um reencontro, sim aqueles reencontros que te faz perder o folego e o mundo para por alguns segundos.
O algo inesperado.
Continue a viver, ria e chore se quiser, seja a mudança em você mesmo. Não repare na imperfeição e sim no brilho radiante de um sorriso.
Hoje o Palhaço e a Bailarina não estarão juntos no mesmo circo, mas trilharão seus caminhos por ai...o jeito é caminhar e seguir...
Por isso viva intensamente pois não tem como saber como será  o dia de amanhã.

" Faça do seu caminhar uma linda história de Amor com a Vida "

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Um canto, papel e caneta.





Lindas palavras escritas em uma carta na madrugada.
Um papel em branco tomando forma e ocupando espaço.
Histórias sendo contadas com a possibilidade de se imaginar um novo enredo, diferente daquele que o tempo já decidiu ser melhor pra todos.
Descreva o que sente!
Escrito ali naquele branco nunca mais se apagará. Nem o tempo será capaz de mudar.
Quem ler guardará no bolso da memória, como uma pílula pra alma, quando confusa e magoada chorar por companhia.
Amarelada e amassada ficará.  Igualmente vai ficar quem ali se debruçou e traduziu sua história em algumas poucas palavras
Quem narrou se permitiu rir e chorar, liberdade poética que adquirimos ao longo do percurso.
Histórias de mudanças,  insanidades, relatos da juventude,  de mágoas, de desafios.
Amores perdidos, amores achados.
Histórias contadas por filósofos em uma mesa de bar aqui brevemente traduzidas em um branco papel que já tomou forma horizontal em rabiscos estranhos de cor azul.
Um ultimo gole...
Data... hora... assinatura...

Filosofia de boteco, filosofia de vida!
Segue o rock.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Santorini




É quando toca aquela música e você não sente mais nada...

Sua caminhada nunca será totalmente solitária. No caminho haverá alguém que se juntará a você, por pouco tempo.
Será quando você tiver plena certeza que sua caminhada pelos vales durante o frio desesperador, ainda que sofrido será suportado.
Será quando a dor cansada de  viver presa em sua alma decidir sair e tomar conta de quem é você.  Será aí que alguém tão misterioso quanto você  surgirá.
Você vai lembrar de como era a luz, de como era a vida no pé das montanhas. Vai querer voltar encorajado por ela e, no final de uma tarde, quando estiverem próximos da ponte alguém atravessa o caminho de quem, por acaso, atravessou o seu e tudo muda de novo.
Por cada vila que passar alguém estará lá pra te contar alguma coisa e te fazer acreditar que existe uma maneira de se encantar mas que vai passar. Esse é o ritmo de tudo. O encanto se justifica e nasce no desencanto.
No desencanto me desencontro no caminho escuro, aparentemente sem saída, me encontro cansado, faminto. A esperança aparece como transição e transparece na raiva toda paixão e toda fúria.
No encanto você vai ver sentado, encostado em algum lugar, o quanto é belo e apaixonante o intervalo de uma loucura, a brisa fraca e sensível que deixa uma tempestade.
O encanto é o lindo pôr-do-sol  em Santorini.


Segue o rock!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

No canto do bar.




Eu me calei
Embora nada no entorno fosse silêncio eu não disse o que deveria, silenciei.

Me calei
Quando eu esperei ansioso e não chegou, me calei quando lá eu fiquei, esperei e ninguém voltou.

Me calei quando sorri sem graça e não disse nada com a sua desculpa esfarrapada na certeza que conseguiu me enganar. Eu me calei quando percebi que fingia se preocupar com as histórias que contei. Eu me calei quando me toquei que estar ali não fazia diferença pra você, que o sorriso sincero não vinha na minha direção.

Eu só consegui me calar, silenciei.

Eu percebi
Que quando escrevi finalmente falei, disse alguma coisa, não entendi nada. Sem resposta o desespero aumenta e o desengano se expõe. Te comparam com a solidão, alguns pensam que pode ser paixão e olhando nessa direção você vai ver uma mesa, uma cerveja e o velho blues, uma caneta e um pedaço de papel. Vai ver um pouco de silêncio.

Quando me calo penso, rezo, sinto falta e falo disso. Quando me calo justifico meu silêncio.

O sorriso algumas vezes é uma maquiagem grosseira, a poeira varrida pra debaixo do tapete.

Ao circo Desengano, à este palhaço nascido e criado neste grande circo e a você que comparece sempre para ver esse grande show.

Segue o rock senhoras e senhores!

“E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora”

Valeu Cazuza!


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A rosa e o silêncio.




Ventos que sopram do leste, congelantes, incessante.
Valsa menor, lenta e triste. Olhar distante parece anunciar uma forte tempestade.
Raiva presa na palma da mão, prestes a atravessar o céu como uma espada.
A alma do tamanho de um oceano, extenso e azul, inundou tudo a sua volta.
Uma rosa que brotou no meio da Sibéria, tão grande, congelado e vazio. Vasto branco que uniu inicio e fim.
Foi até o escuro infinito dos céus, negro como seu cabelo e, por lá tocou o silêncio, enlouquecedora sinfonia de paz e reflexão.

Meditou, lhe beijou e depois foi embora.

Viu o seu passado passar na sua frente e cair no horizonte como trovões cheios de luz e força. Caída no chão chorou toda magoa e decepção, pediu ajuda ao tempo que lhe trouxe auxilio e conforto.

Ela se lembrou do silêncio... Grande mestre...

Durante a aurora curta retornou a terra fria e congelada e se tornou rosa novamente. Por lá vai aguardar o vasto branco se dividir e se tornar uma melodia de inicio e um acorde emocionante no final.

Ao tempo e ao silêncio.

Com paixão e fúria!

Segue o rock.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A incrível arte do desencontro.





Não foi quando mandei flores naquele tarde e nem quando você me tirou da mesa pra dançar.
Foi quando conversamos pela primeira vez e disse do meu amor por séries e você, de imediato, disse odiar essa atividade. Foi quando você disse do seu amor pelo Neil Young e eu perguntei que revista maluca era essa!
Foi quando eu disse com exata certeza que tudo em todo lugar estava errado e, você com revolta, me disse que tudo estava se alinhando e se ajeitando se justificando com uma tonelada de conhecimento filosófico e uma pitada de conhecimento exotérico.
Eu me justificava com fé na minha religiosidade adquirida com muito custo durante toda a minha infância e parte da minha adolescência tendo que acordar às 8 da manhã todos os domingos para ir à missa com a minha avó e você, putz... Você rebatia falando coisas sobre ciência, tecnologia, e um pouco mais de exoterismo, claro!
Quanto ódio daquele mulher, que menina chata e que sabidona ela é! E aí eu me virei na direção dela... um segundo traduzido na lentidão sábia de um ano... quando ela mexia a mão, sugerindo um pouco de seriedade na fala ou sei lá... e quando... nossa... ela sorriu! uau! senhoras e senhores... Uau!
Aí é aquele momento que você se mantém firme próximo dela esperando o próximo assunto, para de novo, começar uma guerra e, só assim, provar o quanto ela é chata, insuportável e... linda! Meu Deus ela é linda!
Em algum momento quando tudo fica meio lento e alguém, guiado por outro alguém ou alguma coisa, parecida com essas que eu disse acreditar ou que ela acredita, resolve trabalhar e toca uma música que eu acho até bacana. Ela me chama pra dançar. Eu sou sincero e digo que tenho dificuldade até pra andar imagine dançar, mas nem! e ela, entendida de tudo diz pra que eu fique tranquilo que ela vai suportar os comentários maldosos dos outros que estão por perto.

Como ela é chata! como ela é insuportável!...Como ela é linda meu Deus!

Toca "Harvest Moon"... eu não fazia idéia do que se tratava, mas pertence aquela "revista maluca" do inicio da minha conversa.
Ela me informou isso segundos depois que a música começou a tocar porque é claro eu sozinho jamais saberia quem criou aquela incrível música.

Os opostos podem ser respostas, o equilíbrio na balança, o equilíbrio da vida. O desencontro proporcionando encontros que qualquer um duvidaria se contado por alguém que escreve textos para um blog de filósofos botequeiros, por um lobo solitário, por um palhaço de circo, por tudo que os encontros proporcionaram e criaram.

Talvez o desencontro... só o desencontro, proporcione pressa ao atender o telefone que tocou uma única vez e que faz você correr para garantir que do outro lado alguém diga : Alô!

Talvez a indiferença seja o único que proporcione que você veja o olhar e o sorriso daquela pessoa, talvez só ele faça você perceber esse sorriso, esse único segundo que parece durar um ano.

Só um período de tristeza faz você aprender o que realmente significa felicidade. Só um terremoto pode te ensinar o que significa tranquilidade. Só a vida tem o dom de te ensinar o que você está fazendo aqui! Mas pra isso você tem que viver.

Viva e perceba! permita-se!

Não abra um circo.

"...What have I become
My sweetest friend?
Everyone I know
Goes away in the end...
Beneath the stains of time
The feelings disappear
You are someone else
I am still right here..."

"...O que eu me tornara
Meu mais doce amigo?
Todos que eu conheço
vão embora no final...
Sob as manchas do tempo
Os sentimentos desaparecem
Você é outro alguém
Eu ainda estou bem aqui..."

É Johnny... Segue o rock!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Vertical (No caminho).




Olha quem aparece de novo por aqui! Turva, escura. Um céu nublado em uma tempestade.
Às vezes te arranca um sorriso ao meio-dia e logo depois acaba com sua noite.
Você tem a sensação de que daqui pra frente vai ser diferente, que amanhã você vai acordar e seu "final feliz" estará arrumando a mesa do café.
Quando você acorda está tudo lá!... igual, imóvel, gelado, sem vida...
Você se levanta com um peso na cabeça que se justifica quando percebe que a garrafa de whisky está vazia. Dói mais quando percebe o tamanho da sua covardia ao recorrer a uma garrafa dessa bebida para ir onde gostaria de estar.
Do lado de cá, sem máscara e sem muleta, o mundo é tão chato ao ponto de acharem que você é um enganador. Chato ao ponto de ter que conviver com isso.
Quando você aprende que tem que fechar a porta quando é surpreendido com ações de carinho, quando você é alertado que isso é uma ameaça a integridade alheia e, por isso, deve sair, comece a se preocupar.
Todos nós devemos nos dar ao luxo de tentar subir, cair e tentar de novo. Quando subimos mostramos o quanto temos, quando caímos aprendemos mais e mais e, quando criamos coragem de retomar a subida, mostramos o tamanho de nossa força.

No circo já passaram muitas pessoas e várias delas me disseram o quanto a descida lhe fizeram bem mas todas elas continuam sua caminhada, tentam e, a cada tentativa, crescem.

Elas se vão... Algumas tentaram me levar, me deram suas mãos, porém, permaneci aqui.

Pra isso chamei o circo de "Desengano" e pra isso alguns chamaram o mesmo circo de "Fracasso" ou "Covardia". No final das contas eu permaneci e todos os outros se foram e quem passa por aqui ainda conhece o circo por "Desengano". Desejo sorte aos que seguem mais entendam que é difícil demais pra quem permaneci.

"...Ah, no palco da ilusão/ Pintei meu coração/ Entreguei amor e sonhos sem saber/ Que o palhaço pinta o rosto pra viver..."

Dedicado a todos que aguardam quem nunca voltará! A quem lê no escuro e que sente falta da solidão...

Segue o rock!